Cerca de 12% do custo com estruturas temporárias devem ficar como legado

Valor e condição de itens encaminhados por consórcio responsável pelas complementares ainda serão analisados por órgãos de fiscalização

O consórcio responsável pela instalação das estruturas temporárias do Beira-Rio para a Copa do Mundo e o Inter preveem deixar equipamentos no valor deR$ 2,9 milhões como legado ao poder público local após o Mundial. São itens como extintores de incêndio, divisórias tipo drywall, sistemas de exaustão e prateleiras. Esse total representa pouco menos de 12% do total das complementares, que custarão R$ 25 milhões e serão bancadas por empresas em troca da isenção de ICMS.
Confira a lista completa de equipamentos que devem ser legado das estruturas temporárias do Beira-Rio
Dentre os itens que devem ficar como "herança" do Mundial, há também carrinhos para coletar lixo, cones de sinalização, pias, torneiras, pisos em carpete, cerâmica e borracha e portas. Esse valor é considerado o mínimo em equipamentos de legado. Após o término da competição, o consórcio, que é formado pelas empresas Rohr, Pazini e Fast, irá avaliar a possibilidade de deixar mais itens aos governos.
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Órgãos de fiscalização irão
avaliar estado dos equipamentos

O valor dos equipamentos de legado, entretanto, ainda terá de passar por avaliação de técnicos do Ministério Público estadual (MP) e da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage).

– Depende muito das condições em que esses bens forem entregues. Um equipamento sucateado pelo uso não teria esse valor exato – afirma o promotor Nilson de Oliveira Rodrigues Filho.

O MP vai, ainda, analisar se o valor deixado em itens será suficiente para compensar o empréstimo de equipamentos como detectores de metais, que será feito pelo Estado à Fifa para as partidas em Porto Alegre. O órgão tem o entendimento de que tudo que for bancado por meio da verba da isenção fiscal tem de ser ressarcido de alguma forma ao Estado.

– Segue o entendimento de que os cofres públicos têm de ser indenizados pela Fifa e pelo Inter – reafirma Rodrigues Filho, ressaltando que há uma ação em nível federal nesse sentido.

Na tarde desta terça-feira, técnicos do Ministério Público estadual (MP) e da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage) iniciam a análise dos gastos com as estruturas temporárias do Beira-Rio para a Copa do Mundo.

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